
Portanto, gostaríamos de agradecer a todos aqueles que contribuiram de alguma forma para essa superação.
Muito obrigado!
O que não foi dito, porém, é que a história era, por si só, verossímil: tinha argumentos plausíveis, fotos impactantes e uma agoniante -- e proposital -- escassez de informações precisas. O governo e a polícia suíços não divulgaram boletins informativos, não deram informações a jornalistas, não explicaram à população o que, de fato, havia acontecido. Em suma: ficamos às cegas.
O espectador esperava ávido por informações, e a imprensa representa -- ou deveria representar -- o afã da população. O povo quer dar sua opinião, participar das investigações. O Frenesi Digital (dito por Guilherme Fiuza no Observatório da Imprensa do dia 03/03/09) já acontecia voraz, com notícias mil circulando na Internet, todas -- sim, todas -- imprecisas e incompletas. Se a imprensa brasileira não se manifestasse, seria tachada de omissa e despreocupada. Como o fez, ficou sendo a imediatista e despreparada. Era preciso tomar uma decisão. Não seria suficiente dizer que "a princípio, aparentemente suspeita-se que Paula Oliveira teria sido vítima de tortura". Não convenceria. Não aproximaria o leitor. Não venderia.
